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Dilemas dos quase 30

Calma gente, tá tudo bem. Sua versão criança que era meio sem noção de tempo.

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No começo da semana publiquei o primeiro texto aqui do bloguito e recebi muitos retornos diferentes. Teve gente que achou o texto leve e sincero. Teve gente que se identificou e riu. E teve gente – ai ai ai! – que deu aquela mergulhadinha básica na bad.

Lembrar como a sua versão criança se imaginava com 20, 30, 40 anos sempre vai trazer algumas surpresas. Que jogue a primeira pedra quem conseguiu fazer exatamente tudo o que imaginava e hoje vive uma vida plena feliz. Ninguém, né mores? Primeiro porque “vida plena e feliz” não existe, o negócio é se equilibrar nos mil altos e baixos. Segundo, porque criança é um serzinho sem noção de tempo. E graças a Deus por isso! É quando criança que a gente sonha, e tem que sonhar alto mesmo, sem deadlines no nosso pescoço.

Não ter atingido os seus objetivos imaginários no prazo que imaginou não significa que você é um fracasso, nem que sua vida vai acabar daquele jeito. A gente nunca imagina as surpresas que vamos ter no caminho, sejam elas boas ou ruins. E pensa que saco seria se a gente sonhasse e tudo se realizasse de bate-pronto. Depois a gente ia querer sonhar mais com o que?

Hoje escrevi para um cliente um texto sobre projetos e processos. Nos projetos a gente busca a inovação, a melhoria. No processo, a gente aprende pela repetição e realiza sempre as mesmas ações de forma cada vez mais efetiva para chegar em um mesmo resultado. E aí? A vida é projeto ou processo? Claro que a rotina nos obriga a automatizar algumas coisas, mas projetos são aquelas coisinhas maravilhosas que nos dão frio na barriga e empolgação. E criança é craque nisso.

Criança não entende de processo, por isso abrace aquele pirralhinho que você foi um dia, agradeça pelos sonhos mas esqueça o deadline.

“Ai, mas aos 30 era pra eu estar casada, com filhos e diretora em uma multinacional!” Quem disse isso, criatura? Sua versão de 11 anos? Vamos combinar que ela não tinha várias informações de como é a vida de gente grande, então não leve tão a séria a sua opinião. Dê risada e permita-se acreditar que você ainda pode ser uma versão melhor de si mesmo a cada dia.

Criança não tem noção de tempo, mas tem sim muito a ensinar. Reparou como o seu eu-pequenino jurava que você seria o mega foda e realizado? Aprenda com ele e continue acreditando que você é sim mega fodão. Não dá pra querer ser feliz 24/7, mas faça a média aritmética e equilibre sessões pontuais de bad com crises absurdas de riso. Isso é ser feliz.

Quando a gente tá no meio da loucura, não dá pra afirmar com 100% de certeza se aquilo tá bom ou tá ruim. O distanciamento é necessário para a gente ver com clareza e conseguir dar nosso veredito. Por isso, ao invés de abraçar a bad porque não está onde sua versão criança achou que estaria aos 30, dê pequenos passinhos para que aos 60, 70 ou 80 você olhe para trás e pense em como sua vida foi (e continua sendo, uai) divertida e inspiradora.

Ana Claudia

The author Ana Claudia

Jornalista, blogueira e batata-frita friendly. Adoro escrever sobre pessoas inspiradoras, ideias bacanas e coisas fofinhas. Sou uma pessoa legal, exceto quando estou com fome =x

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