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Criativo: você se sente um peixe fora d’água? Se sente culpado por querer fazer tudo ao mesmo tempo? Não consegue se imaginar trabalhando 30 anos na mesma empresa como seus pais? Calma colega, seus problemas acabaram! Apresento a nossa querida *Economia Criativa*! (tum tuuuuuuuuuuumm!) 

Não gente, mentira. Seus problemas não acabaram não, mas você não está sozinho com essa cabeça fervendo de ideias mirabolantes para fazer um trabalho que realmente importa. Independente de trabalhar em algo mais “tradicional” (das 09h às 18h, crachá, bater ponto…) ou algo mais “moderninho” (home office, trabalhos sob demanda, tudo on-line…) trabalho é trabalho. E trabalhar dá trabalho, sempre. Mas quando a gente vê um propósito naquilo que estamos fazendo, as coisas fluem mais fácil. Os problemas continuam a existir, mas você passa a conseguir driblá-los com mais graça e simpatia. A boa notícia é que hoje é mais fácil conseguir um trabalho no qual você, pessoa criativa, consiga sentir mais amor e ter um propósito. ♥ Isso graças ao que chamamos de Economia Criativa.

O conceito não é exatamente novo, mas no Brasil é agora que ele está chegando com tudo. Podemos apontar dois fatores determinantes para a Economia Criativa ganhar cada vez mais força: o pensamento das gerações Y e Millenium e o excesso de produção que tivemos no século XX e começo do XXI.

Eu sou da geração Y. Trabalhei em vários locais “formais” e me adaptava bem às regras. Mas sentia muito a falta de um propósito. Eu precisava ter um superior que me inspirasse confiança e admiração. Eu tinha uma necessidade de ver um propósito real no meu trabalho. Quando não conseguia encontrar nenhum, começava a me irritar com o serviço e ficar extremamente desmotivada. Então, era hora de partir. Fiz isso algumas vezes e hoje encaro o desafio de trabalhar sozinha. Ainda tenho questões a resolver, mas não me arrependo. Esse é o meu testemunho do coração, e tenho certeza que muita gente aqui se identificou. As pessoas com seus 20 ou 30 anos tendem a pensar dessa maneira. Nossos pais ficavam felizes em ter um trabalho que fosse seguro e pagasse as contas no fim do mês. Isso não é algo errado, mas nós precisamos de algo a mais: precisamos sentir que nosso trabalho faz alguma diferença. Unir a paixão ao trabalho diário virou uma meta a ser conquistada. (Edit 29/10/16: Então, eu acabei voltando a trabalhar em agência. Resolvi fazer mais uma tentativa, mas sem deixar meus sonhos criativos de lado <3) 

Mas a Economia Criativa surgiu também com a evolução do mercado de trabalho.Pense nas grandes fábricas produzindo milhares de produtos exatamente iguais. As pessoas mais poderosas eram aquelas que eram donas das fábricas e detentoras daquela tecnologia. O mercado então foi evoluindo e foi necessário “fabricar” pessoas que soubessem como lidar com essa tecnologia que muda cada vez mais rápido. Foi assim que as universidades ganharam mais e mais espaço e novas profissões surgiram. Os novos poderosos eram os médicos, engenheiros, analistas. Em outras palavras: ter a informação era ter o poder.

Tava tudo certo, tava tudo bom, até aparecer uma tal de Internet. Agora as pessoas poderiam conversar com quem estava do outro lado do mundo, conhecer rapidamente novas tendências e obter informações com uma facilidade enorme. O valor das ferramentas também sofreu uma queda bruta: pense só em quanto custava comprar um computador bem simples em 1998 e quanto um modelo básico custa hoje. Existem computadores caríssimos top de linha? Claro que sim. Mas é fácil conseguir encontrar algo com um preço mais amigo, nem que seja um usado. Com essa facilidade de encontrar informação, conhecer o mundo e produzir sua própria mídia, foi-se percebendo que tudo estava ficando muito igual. Além disso, só ter a informação não bastava: era preciso saber interpretá-la de novos modos. E é aí que a Economia Criativa entra em cena. Com tudo muito similar, quem consegue dar um toque pessoal nos seus produtos se destaca na multidão.

O Empreendedorismo Criativo é um jeito novo de empreender. Cada vez mais a competição está dando lugar para a colaboração e a criatividade está se tornando o item mais valioso. Num mundo com muitas cópias, quem é original sai ganhando. E estamos voltando nossa atenção para o que é artesanal, feito com carinho, conceito e coração. Vivemos numa revolução criativa e empreendedora, e isso é legal demais! \o/ Por isso vemos tantas pessoas como eu, deixando um trabalho que não a fazia feliz para trás para investir em algo que tenha propósito na sua vida.

Ah, mas é importante destacar que “Economia Criativa” não é sinônimo de trabalho manual. O termo se refere aos trabalhos em que a criatividade e o capital intelectual geram renda. Fazem parte deste novo conceito profissionais como: arquitetura, cinema, gastronomia, educação, design, publicidade, música, artesanato, etc. Fala a verdade, só gente bacana, né?? #teamhumanas #nãoseifazerconta #vendomiçanga

Ufa, tamo acabando pessoal! Uma característica comum dessa nova geração é ter mil ideias na cabeça e querer colocar tudo isso em prática. Por isso vem comigo e abrace a Economia Criativa com carinho. Nós não somos mais as pessoas com ideias doidas que nunca vão dar certo. Nós somos as pessoas legais que vão colorir o mundo e trazer mais vida e colaboração para a economia. Nossa hora chegou, criativos! ♥

Obs: Poderia falar desse assunto por horas a fio, essa é só uma versão resumida. Para escrever, estudei um pouco do conteúdo do Sebrae e da Rafa Cappai.

PS: Esse post foi originalmente publicado no meu antigo blog, o Coruja Pop

Tags : economiaeconomia criativaempreendedorismogeração ytrabalho
Ana Claudia

The author Ana Claudia

Jornalista, blogueira e batata-frita friendly. Adoro escrever sobre pessoas inspiradoras, ideias bacanas e coisas fofinhas. Sou uma pessoa legal, exceto quando estou com fome =x

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