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Gente babaca é o que mais temos por aí. Em tempos onde tudo é filmado, compartilhado, retuitado e tudo mais, os exemplos são ainda mais fáceis de se encontrar. No entanto, não é só na Internet que os babacas vivem. Na nossa vidinha cotidiana também encontramos exemplares distintos dessa espécie que, infelizmente, não está em extinção.

Mas tem uma coisa que nem sempre a gente percebe. O cara babaca ganha cada vez mais poder a cada post, tuite, textão ou comentário que a gente faz dele. Um view é uma vitória, um comentário é a glória. Aí você me diz “mas Ana, eu fui lá justamente pra falar o quanto aquele cara é escroto!” Aí é que tá o erro, pessoinha linda! Você está alimentando um troll! E nós não queremos isso, não é?

Pior que ser destratado é ser esquecido. Lógico que eu não estou falando para a gente fechar os olhos e fingir que o problema não existe. Mas ao invés de fazermos rodinhas no corredor (ou grupo no Facebook) para falar mal do indivíduo, nós precisamos pensar em soluções para os problemas que ele cria. Muitas vezes, sem o devido Ibope, o problema acaba desaparecendo, pois chamar a atenção era o objetivo principal do babaca.

Outro problema muito comum é a gente dar valor pra babaca sem perceber. As vezes ele faça alguma coisa e a gente morre de raiva. Ficamos pensando em mil e uma respostas que poderíamos ter dado e remoemos aquela situação por dias. Esse é o caso clássico de “tomar o veneno esperando que o outro morra”, ou seja, só faz mal pra você. O babaca tá lá vivendo a vida dele e você aí, sofrendo e pensando no indivíduo. Não dê esse poder para ele, controle você o que faz bem para a sua mente. (Spoiler: pensar em formas de fazer a criatura sofrer não é a resposta)

Semana passada assisti um documentário muito legal, chamado (Dis)Honesty – The Truth about Lies (A verdade sobre as mentiras). O filme é baseado no trabalho do cientista comportamental Dan Ariely e sua equipe, que pesquisa porque as pessoas mentem e os tipos de mentira. Um dos casos que aparecem no filme (que eu não vou saber contar em detalhes, sorry) é justamente de um cara que tinha um site altamente machista e escreveu um livro. Ele e um amigo começaram a mandar e-mails para sites feministas e grandes jornais se passando por outras pessoas e falando como aquele livro era um absurdo e o escritor era basicamente um animal. Diversas pessoas fizeram campanha contra o livro, chegando até mesmo a fazerem passeatas em universidades. O resultado? O autor ficou tão famoso, já que só se falava nele nos jornais, que o livro vendeu que nem água e acabou virando filme. Percebeu o que eles fizeram? O babaca em questão usou a sua má reputação para se promover. E eu garanto que tem muito mais gente que usa essa tática com sucesso.

Se você realmente precisar compartilhar algum conteúdo, uma boa maneira de não dar Ibope pro infeliz é usando o encurtador de links http://nao.usem.xyz/ Ele cria uma cópia do conteúdo ser dar view nenhum para o dono do site. (Antigamente ele se chamava “Naofo.de”, nome que eu considero muito mais adequado… )

Conto com vocês para nossa campanha chegar a cada vez mais pessoas. Já imaginou como nossa vida vai ser melhor quando todo mundo entender o poder que “falar sobre” pode dar para as pessoas erradas?

Photo credit: mtungate via VisualHunt.com / CC BY

Tags : Ibopeimportância
Ana Claudia

The author Ana Claudia

Jornalista, blogueira e batata-frita friendly. Adoro escrever sobre pessoas inspiradoras, ideias bacanas e coisas fofinhas. Sou uma pessoa legal, exceto quando estou com fome =x

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